sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Furo de reportagem : leia o editorial do Globo a favor do Golpe contra Zelaya






Por Paulo Henrique Amorim - em seu blog


24/setembro/2009 14:16

Todos os Golpes se parecem. E os editoriais da Globo também
Acompanhe atentamente, amigo navegante, o editorial do Globo no día seguinte ao Golpe que depôs o Presidente da República constitucionalmente eleito:

RESSURGE A DEMOCRACIA

Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o livramo-nos do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.

Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo. Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo. As Forças Armadas, diz a Carta Magna, “são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.

No momento em que o Sr. Presidente da República ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei. Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Presidente da República, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.

Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia que estava em jogo. A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.
Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.

Em tempo: por sugestão do amigo navegante Fábio, reproduzimos aqui o editorial que O Globo publicou no dia seguinte à deposição do grande presidente João Goulart. O que fizemos foi retirar do editorial de 1964 as referências a nomes e instituições só brasileiras. O âmago do editorial é o mesmo. O raciocínio original se percebe, intacto, nas “reportagens” do Globo e da Rede Globo sobre a crise de Honduras. Ele será repetido, ipsis litteris, quando o Globo derrubar o presidente Lula e der posse a Gilmar Dantas (*).

(*) Repare, amigo navegante, como um notável jornalista do Globo (do Globo !) se refere a Ele

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Cajado

Uma forma de relatar visualizar um sonho é dividi-lo em 3 partes:
Visão, Forma e Conhecimento.

O primeiro momento é o estado visionário, o segundo é a mão na massa e o terceiro o conhecimento que se extrai do sonho.

A seguir, relato do sonho “cajado” conforme a sequência visão forma conhecimento

1-
Visão, o primeiro momento
Durante a dormência sonhei que uma pessoa estava no interior do Palácio da Justiça com um cajado de madeira na mão. Ele havia retirado o de um pedestal no qual se encontrava afixado, pois se tratava de uma escultura em homenagem a alguém que havia falecido, estava escrito no cajado, na parte superior, a data de nascimento e morte do homenageado por aquela escultura.

2-
Forma, o segundo momento

Procure um cajado e preste a atenção nele.

3-
Conhecimento, o terceiro momento

Segue textos sobre o cajado, para completar seu conhecimento vide Jung, Freud , etc.

Criando Cajados

Okô

O Orixá Okô é o orixá da agricultura. Chibata de couro, cajado de madeira. Toca uma flauta de osso. Veste branco.
Divindade da agricultura, ligado a colheita dos inhames novos e a fertilidade da terra. Orixá Nagô, pouco conhecido no Brasil. Na época em que os escravos aqui chegaram, não deram muita importância a este Òrìxá, considerando como Orixá da agricultura, em seu lugar, Òfún, e dos grãos a Obaluaiyê.
Quando manifesta-se leva um cajado de madeira que revela sua relação com as árvores, traz uma flauta de osso que lembra sua relação com a sexualidade e a fertilidade, é confundido com Oxalá, pois veste-se de branco. Seu Òpásórò (cajado), no Brasil, é confeccionado em madeira. Sendo um Orixá raro, tem poucas qualidades conhecidas. É um Orixá rico.

Fonte: Wikipédia

O que é um cajado?

Pelo que eu já vi nesses filmes religiosos, o cajado é um pedaço de madeira parecido com um cabo de vassoura, cuja extremidade superior é encurvada. (Anônimo)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Ziembinski


Ziembinski

(Wieliczka, Polônia 1908 - Rio de Janeiro, 18/10/1978).


Zigbniew Marian Ziembinski foi diretor de teatro e ator.Apesar de sua origem européia, é considerado o primeiro encenador brasileiro. Seu espetáculo Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, pelo grupo Os Comediantes em 1943, marca o início do que se considera Teatro Brasileiro Moderno.

Leia mais http://inmemorian.multiply.com/photos/album/74


domingo, 1 de fevereiro de 2009

Abolicionismo penal

Com relação ao sistema carcerário, sou a favor do abolicionismo penal defendendido por Passeti.

Este fim de semana, enfiado numa sala de aula de Direito, estava lá mas morrendo de vontade de escrever no meu blog. Foi quando refleti sobre a importância do reconhecimento desta profissão, como você já propôs noutra ocasião.

Porque não contribuir para a previdência como blogueiro, aposentar-se como tal? Se bem que vou escrever até na hora da morte, claro, se minhas condições físicas assim permitirem, mas até lá já devo ter aprendido conectar meu celular para transmitir ao vivo, por exemplo, o último supiro deste spin através do http://qik.com/

Ass: José Carlos Lima

Estas palavras se deram a partir de material guardado no Dia 74 (clique aqui)
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"A partir do momento em que me propus escrever diariamente no blog, em que decidi me profissionalizar como blogueiro, eu tenho que me arriscar." (Miguel do Rosário)